| DIA DA FILOSOFIA (Dra Eunice Quintas, Dra Idália Carrasqueiras) | 16NOV06 |
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IPS efectua recolha de Sangue na ESIC (Dra Idália Carrasqueiras) |
17NOV06, 9:00 |
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“A CIÊNCIA, O PODER E OS RISCOS: NOVOS DESAFIOS E AMEAÇAS DE UMA SOCIEDADE EM REDE " (Dra Idália Carrasqueiras) |
17NOV06, 15:00 |
| SABER CIENTÍFICO E REFLEXÃO FILOSÓFICA (Dra Eunice Quintas) |
2º Período |
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Exposição sobre a temática: "A Dimensão Religiosa" (10º ano) (Dra Idália Carrasqueiras) |
3º Período |
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Exposição sobre a temática: "Temas/Problemas da Cultura Científico-Tecnológica - A Ciência, o Poder e os Riscos" (11º ano) (Dra Idália Carrasqueiras) |
3º Período |
Dia
da Filosofia na ESIC |
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Recolha de Sangue na ESIC
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O Instituto Português de Sangue voltou à ESIC, à semelhança do que aconteceu em anos anteriores. |
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A ESIC no Boletim do Instituto Português de Sangue (pdf) |
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REALIZADO POR OCASIÃO DAS CELEBRAÇÕES DO 21º ANIVERSÁRIO DA ESCOLA SECUNDÁRIA DE INÊS DE CASTRO NO ÂMBITO DOS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS DA DISCIPLINA DE FILOSOFIA 11º ANO “A
CIÊNCIA, O PODER E OS RISCOS: NOVOS DESAFIOS E AMEAÇAS DE UMA
SOCIEDADE EM REDE” TCor Tm (Eng) Paulo Fernando Viegas Nunes (17
de Novembro 2006) |
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Resumo da COMUNICAÇÃO
“A CIÊNCIA, O PODER E OS RISCOS: NOVOS DESAFIOS E AMEAÇAS DE UMA SOCIEDADE EM REDE”
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ARTIGO DE OPINIÃO
O massivo desenvolvimento tecnológico contemporâneo destituiu concepções tradicionais, valores e formas de vida, originando um novo paradigma caracterizado pela globalização da actividade humana suportada por uma sociedade em rede. Pela sua enorme capacidade de adaptação, o homem enfrenta
estas transformações dum modo passivo, rendendo-se perante
as evidentes vantagens da evolução tecnológica
ou científica e passando mesmo a ser dependente destas novas
formas de vida, que se tornam critério do desenvolvimento das
sociedades. Lá diz o velho ditado “primeiro estranha-se,
depois entranha-se”. Cabe à Filosofia despertar os homens dessa passividade, fazê-los
recuperar o espanto incutindo-lhes o gosto pela reflexão e desenvolvendo
a postura crítica. Acredito que o comunicado do convidado, Tenente-Coronel de Telecomunicações Eng.º Paulo Fernando Viegas Nunes (especialista em Guerra de informação – Competitive Intelligence), tenha obtido grande impacto nas consciências dos presentes, tendo as suas informações contribuído para uma reflexão alargada sobre as transformações associadas ao desenvolvimento científico-tecnológico, sobre os seus poderes e sobretudo sobre os seus perigos. Fenómenos como o terrorismo sugerem que está ultrapassada a concepção tradicional de guerra. As guerras nesta sociedade de redes são sobretudo económicas, de línguas e de culturas; os territórios dos intervenientes já não estão delimitados; o inimigo nem sempre tem um rosto; a guerra não se limita a uma contraposição de forças, nem sequer se faz com arsenal bélico ou estratégias militares. Actualmente a guerra tem como objectivo unicamente produzir efeitos, sendo a vantagem determinada pelo domínio da informação. Esta importância estratégica que assume o domínio da informação destitui o desenvolvimento tecnológico do seu tradicional simbolismo de poder, concedendo-lhe actualmente valor de competitividade e elevando-o a principal critério de definição de assimetrias entre estados e entre sujeitos. A quantidade massiva de dados disponibilizados numa sociedade em rede
altera o ciclo OODA (Observar, Orientar, Decidir, Agir), pois uma vez
que a observação e a orientação estão
abreviados ou mesmo dispensados, todas as energias passam a ser concentradas
na decisão e na acção. A guerra de (posse) informação torna as nações e os cidadãos vulneráveis. Basta estarmos conscientes que todos nós somos tecnologicamente traçáveis (no sentido de utilizarmos diariamente tecnologia para efectuar operações, cujos registos podem denunciar a nossa localização e/ou o nosso percurso num determinado período) e basta percebermos que os estados não controlam as infra-estruturas de informação, para concluirmos como fundamental uma análise do risco destas sociedades em rede. Ainda que sem legitimidade para avaliar ou propor medidas para gerir os riscos decorrentes desta sociedade em rede (algumas das quais apontadas como cruciais pelo orador), sugere-se ainda uma última reflexão sobre o binómio Segurança /Direitos. As nações vêem-se inevitavelmente confrontadas com o mesmo conflito que todos os pais vivem: respeitar os direitos fundamentais da individualidade e da liberdade de cada um representa perder controlo sobre as suas actividades e operações, significando lacuna na posse de informação e consequentemente perigo. Eunice Quintas
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